Diferentes países. Diferentes respostas.

O SESI e o Canal Futura retrataram um dia na vida de professores, alunos e pais de alunos de cinco países considerados bem-sucedidos no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA) da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). São eles: Finlândia, Hong Kong, Coreia, Canadá e Chile.



O resultado dessa série de reportagens é o documentário Destino Educação, que mostra como se apresenta o processo educacional em todos os seus aspectos nesses países, contrapondo essas diversas realidades.


O Objetivo é provocar reflexão, não mostrar fórmulas prontas

Em formato de documentário, Destino: Educação tem sete episódios. Os seis primeiros mostram a realidade educacional país a país. Intimista, a série entra na sala de aula, se aproxima dos alunos, conversa com professores e vai até a casa dos estudantes para mostrar a rotina de estudos e conversar com os pais. A partir desses personagens, constrói o contexto político, histórico, social e cultural do local, além de colher depoimentos e análises de especialistas, entre eles o criador do PISA, Andreas Schleicher. No sétimo, o público acompanha um episódio mais geral para o fechamento de tudo o que se viu na série.



O objetivo é oferecer um olhar internacional sobre a educação sem buscar fórmulas prontas ou julgamentos, mas destacar as soluções e estratégias encontradas em cada sistema educacional a partir da visão somente daqueles que estão inseridos na realidade retratada. Para evitar distorções, o programa foi até escolas que representavam o padrão nacional, evitando as que estavam muito acima ou abaixo da média.


Qual a preocupação dos governos com o ensino? O que eles têm feito para melhorar os indicadores de qualidade e como isso é percebido no aprendizado desses alunos? Qual a articulação entre as políticas macro e as práticas do dia a dia escolar? Como valorizar e formar o elemento-chave do processo, o professor? Quem são as pessoas que estão por trás dos bons resultados do PISA? A família tem realmente papel decisivo na educação?. Essas são algumas das questões debatidas.

A série de vídeos está dividida em 7 episódios:

Veja as sinopses dos episódios:



Xangai: Com 20 milhões de habitantes, a província de Xangai, na China, até parece um país. Melhor colocada em todo mundo no PISA, tem liberdade para inovar e adaptar as rígidas regras do governo chinês e oferece uma educação de qualidade excepcional para os estudantes, inclusive os migrantes. Neste episódio, o público vai conhecer estudantes nota 10, pais exigentes e professores qualificados. Em Xangai, a dedicação ao ensino é levada tão a sério que o Estado teve que criar leis para limitar as horas de estudo em casa. Tanto esforço tem bases históricas e culturais, principalmente na ênfase da educação como mecanismo de ascensão social ao longo da história.



Finlândia: Famosa pela qualidade de ensino, a Finlândia é apontada como modelo para todas as nações. Por lá, professor para entrar em sala tem, no mínimo, mestrado, e a autonomia é palavra de ordem. No Ensino Médio, por exemplo, os estudantes têm direito a escolher o que querem aprender. A carga horária não é exageradamente grande e a biblioteca é um dos passatempos preferidos. Em média, um estudante vai 12 vezes à biblioteca ao longo de um ano. Com ajuda de especialistas, esse episódio vai discutir também: como o governo conseguiu a difícil tarefa de igualar a qualidade do ensino? Por que a profissão de professor é a mais desejada pelos jovens, mesmo sem oferecer os salários mais altos da região? E aos melhores profissionais cabe a tarefa de trabalhar nas piores escolas. Por quê? Por fim, quais as lições que o mundo pode aprender com os finlandeses apesar de ser um país tão diferente?


Chile: Para entender como o país passou a liderar o ranking do PISA na América Latina, o “destino:educação” atravessa o portão da escola para mostrar as novas medidas e acordos feitos pelo Estado e verificar se os bons salários, a premiação por desempenho, a constante avaliação do ensino e a participação da família realmente influenciaram na nota final do PISA. Vai avaliar também como diminuir as diferenças entre o aprendizado dos alunos de distintas classes sociais e revelar como funciona o sistema, dividido entre escolas particulares, subvencionadas e públicas. Desde a primeira avaliação, o Chile serve de exemplo para o continente e sua nota cresce de forma consistente. Por lá, o ministro da Educação é uma das autoridades de maior prestígio e costuma ser o nome forte para disputar as eleições presidenciais.

Coreia do Sul: No início da década de 60, a Coreia do Sul estava no atual patamar de desenvolvimento do Afeganistão. Cinquenta anos depois, tornou-se exemplo de desenvolvimento econômico e social e, no último ranking do PISA, aparece com uma das melhores notas. Neste programa, o público conhecerá a rotina de oito horas na escola, as tarefas de casa, a competição em sala de aula, a rigorosa disciplina e o uso da tecnologia como aliada no aprendizado. O objetivo é descobrir como a educação de qualidade se tornou marca da sociedade coreana e também refletir sobre questões como a aceitação de castigos físicos em sala de aula.

Canadá: Na última década, o governo canadense vem concedendo aos estrangeiros com qualificação quase todos os direitos conquistados pelos canadenses, incluindo ensino de qualidade para seus filhos. Essa política foi adotada como forma de compensar a carência por profissionais especializados em função do envelhecimento da população e da baixa taxa de natalidade. Em um país com duas línguas oficiais e sem Ministério da Educação, pais de alunos estrangeiros falam sobre o sistema; especialistas discutem o impacto de uma política de educação descentralizada e falam sobre o monitoramento e nivelamento do desempenho das escolas, a cooperação entre elas e os métodos usados para incentivar aquelas com baixo rendimento. O público poderá ver também que se tornar professor no Canadá pode ser tão difícil quanto enfrentar seu inverno rigoroso, apesar de ganharam salários acima da média nacional.

Brasil: O Brasil entrou com o pé direito no século XXI para deixar de ser só uma promessa. Mas qual a relação entre o período de bons resultados na economia e melhorias efetivas em termos de educação? O país pode ter crescido no PISA, mas, como partiu de resultados muito baixos, ainda está a quilômetros de distância do ideal. Quando o assunto é repetência, somos campeões. Apesar de 86% dos estudantes estarem matriculados na rede pública, os salários não atraem os melhores docentes. A formação desses profissionais, pouco pautada em didática, também vai mal. Resultado: na lista das profissões mais desejadas, ser professor vira falta de opção. Embora a educação seja um direito de todos, as horas em classe ainda são poucas. O turno integral só faz parte do cotidiano de alguns estudantes. A diferença na qualidade de ensino entre regiões e classes sociais é tão grande quanto o Brasil. Mas por quê?
Afinal, o que nos separa das melhores notas do PISA? Qual o papel do governo e das famílias? Quais os caminhos para se chegar à qualidade e equidade em salas de aula? O que tem sido feito? Em busca de respostas, o espectador vai acompanhar o dia a dia dos alunos, além do envolvimento de pais e professores. Especialistas e representantes de ONG’s também vão ser ouvidos pelo programa.

Episódio final: A troca de experiências será o mote do programa de encerramento, que vai fechar a abordagem detalhada, país a país, feita nos episódios anteriores.





Além do documentário



O livro da série, que você pode baixar aqui (em PDF), traz a metodologia usada no projeto e detalhes sobre a elaboração e os resultados do PISA. Ele está organizado do seguinte modo: a) critérios de escolha dos países que serão apresentados na série; b) breve descrição das características metodológicas e organizacionais do PISA e c) principais resultados do PISA (2000 a 2006).

Já o PDF educativo, com sugestões para aproveitar o conteúdo e enriquecer discussões dentro e fora de sala de aula você pode baixar aqui.


Fonte: Canal Futura