Estava lendo no site Portal da Educação Física quando me deparei com três reportagens do mesmo assunto, bullyng na escola e não consegui compreender como um assunto já tão debatido ainda pode estar acontecendo nas escolas. Convido você a ler as matérias comigo e nos interarmos mais sobre este assunto que abate hoje nossos jovens!



Escolas do Rio terão semana de combate ao bullying
MATÉRIA PUBLICADA EM PORTAL O ESTADO DE S. PAULO


Evento lembrará as vítimas do massacre na Escola Municipal Tasso da Silveira. 

As escolas públicas e privadas do Rio terão uma semana dedicada ao combate ao bullying (ato de agredir fisicamente ou verbalmente uma criança ou adolescente, de modo contínuo e intencional) e ao cyberbullying (agressão feita pela internet). A iniciativa está marcada para a primeira semana de abril e vai lembrar as vítimas do massacre na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na zona oeste da capital fluminense.

Na manhã do dia 7 de abril de 2011, Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, ex-aluno da escola, invadiu o prédio armado com dois revólveres e matou 12 alunos, suicidando-se depois do atentado.

De acordo com a Secretaria da Educação, as ações educativas de combate ao bullying e cyberbullying serão feitas com a participação de alunos da rede pública de ensino durante todo o ano letivo, mas a programação da semana do evento ainda não foi definida.

Segundo a Pesquisa Nacional da Saúde do Escolar (Pense), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 21% dos casos de bullying ocorrem nas salas de aula, mesmo com a presença do professor.


Alunos são vítimas de cyberbullying após Educação Física; 40% já viram agressão
MATÉRIA PUBLICADA NO PORTAL IG


Após o fenômeno das redes socias, piadinhas típicas das aulas da disciplina ganharam repercussão e gravidade. 

O aluno acima do peso, a menina que tem dificuldade para correr ou o menino que não sabe jogar futebol. Não é de hoje que as aulas de educação física motivam as piadas preconceituosas que podem trazer à tona uma série de agressões verbais e até físicas. Mas, se antes essa violência se restringia ao local da escola, hoje elas viram textos, fotos e vídeos que vão parar nas redes sociais, nos e-mails e nos celulares: o chamado cyberbullying.

Uma pesquisa realizada na Faculdade de Educação Física da Universidade de Brasília (UnB) aponta que 40% dos estudantes de uma escola pública do Distrito Federal já presenciaram a ocorrência de agressões virtuais após as aulas de educação física.

Para realizar o estudo, a pesquisadora Lis Bastos Silvestre escutou alunos de 14 a 16 anos. Desses, apesar de 40% terem dito que já presenciaram o bullying virtual, apenas 15% admitiram ter praticado o delito nos trinta dias anteriores à pesquisa.

Para Katty Zúñiga, psicóloga e pesquisadora do NPPI (Núcleo de Pesquisa da Psicologia em Informática) da PUC-SP, a violência na educação física pode acontecer porque o relacionamento entre os alunos se torna mais intenso, inclusive pelo contato físico explícito. "É quando se sobressai uma diferença que o agressor pode usar para atacar o agredido", diz.

Nisso se inclui desde a inabilidade de algum garoto para o futebol, às pernas tortas do outro até às gordurinhas evidenciadas pela bermuda justa das meninas durante uma partida de volei. 

Segundo Katty, diante desse cenário propício ao cyberbullying, cabe ao próprio professor da disciplina pensar em atividade em que o espírito cooperativo seja essencial. "Justamente por trabalhar neste terreno, o educador físico tem uma posição privilegiada para identificar esse tipo de problema. Se isso acontecer, deve conversar com o agressor, com a vítima e com as testemunhas –separadamente– a fim de encerrar a situação".

Além disso, diz ela, o educador deve alertar os demais professores, o corpo diretivo e os pais, para que o problema não continue acontecendo fora da quadra.

Repercussão

Para a psicóloga Maria Tereza Maldonado, autora do livro Bullying e Cyberbullying, muitas vezes os autores não tem consciência da repercussão do sofrimento que estão causando. "Eles acham que estão apenas fazendo uma brincadeira. Tanto que, muitas vezes, quem comete essa agressão já foi agredido no passado", explica.

O que acontece, diz ela, é que os efeitos têm se tornado mais devastadores devido à divulgação em rede do que antes era apenas um burburinho dentro da quadra.

Além disso, ao contar com o anonimato, além dos insultos, os agressores fazem ameaças, calúnias e difamam o agredido (que inclusive podem ser professores e funcionários do colégio) sem preocupações.

Para as vítimas, as consequências são piores. "Não existe mais nenhum lugar seguro para a vítima, pois o cyberbyllying a atinge até no espaço da sua casa. Como consequência, podem ser maiores e as sequelas, como a depressão ou mesmo a morte", afirma Katty.

Criminalização

Atualmente tramita no Senado um projeto de lei de autoria do Senador Clésio Andrade que quer criminalizar a prática do cyberbullying. O projeto propõe a alteração do Código Penal para tipificar como crime a prática do bullying virtual. O projeto propõe pena de detenção, que pode ir de três meses a três anos.


Vítimas de bullying são seis vezes mais propensas a doenças grave na vida adulta
MATÉRIA PUBLICADA EM PORTAL ISAÚDE
Doenças, esforço para manter emprego e relações sociais ruins são efeitos enfrentados por crianças mais tarde na vida. 

Pesquisadores da Warwick University, no Reino Unido e da Duke University, nos EUA, demostraram que os efeitos do bullying praticado na infância duram por muito tempo na vida adulta.

Os resultados mostram que doença grave, esforço para manter um emprego regular e relações sociais pobres são apenas alguns dos efeitos adversos enfrentados, na idade adulta, por aqueles expostos ao bullying na infância.

Há muito tempo se reconheceu que o bullying em uma idade jovem representa um problema para as escolas, pais e formuladores de políticas públicas. Embora as crianças passem mais tempo com seus colegas do que com seus pais, há relativamente poucos estudos publicados sobre a compreensão do impacto dessas interações em suas vidas além da escola.

A pesquisa atual, publicada na revista Psychological Science, destaca que problemas relacionados com a saúde, a pobreza e as relações sociais são agravados pela exposição ao bullying. Segundo os pesquisadores, o estudo é notável porque revela muitos fatores que vão além de resultados relacionados à saúde.

A equipe de pesquisadores foi além do estudo das vítimas e investigou o impacto sobre todos os afetados: as vítimas, os próprios agressores e aqueles que se enquadram em ambas as categorias, os chamados "Bully-vítimas".

"Nós não podemos continuar a ignorar o bullying como se ele fosse inofensivo, quase inevitável ou parte do crescimento. Precisamos mudar essa mentalidade e reconhecer isso como um problema sério tanto para o indivíduo quanto para o país como um todo, os efeitos são duradouros e significativos", afirmam os autores.

A análise mostrou que as vítimas da intimidação tinham maior risco de problemas de saúde na idade adulta, mais de seis vezes mais probabilidade de serem diagnosticados com uma doença grave, eram fumantes regulares ou desenvolver um transtorno psiquiátrico em comparação com aqueles que não estavam envolvidos no bullying.

Os resultados mostram que Bully-vítimas é talvez o grupo mais vulnerável de todos. Este grupo pode praticar o bullying depois de ser intimidado e não ter a regulação emocional ou o apoio necessário para lidar com ela.

"No caso de Bully-vítimas, o estudo mostra como o bullying pode se espalhar quando não tratado.Algumas intervenções já estão disponíveis nas escolas, mas novas ferramentas são necessárias para ajudar os profissionais de saúde a identificar, monitorar e lidar com os maus efeitos do bullying", destacam os autores.

Todos os grupos eram mais do que duas vezes mais propensos a ter dificuldade em manter um emprego em comparação com aqueles que não estavam envolvidos em bullying. Como tal, eles apresentaram uma maior propensão para serem pobres na idade adulta jovem.

No entanto, o estudo revelou muito poucos efeitos nocivos de ser o "valentão". O ato de praticar o bullying em si não parecem ter um impacto negativo na vida adulta.

A equipe acredita que é importante encontrar maneiras de eliminar a necessidade dessas crianças para intimidar os outros e, com isso, proteger as muitas crianças que sofrem nas mãos dos "valentões".

Embora não tenham mostraram nenhuma diferença real na probabilidade de ser casado ou ter filhos, todos os grupos apresentaram dificuldade em formar relacionamentos sociais, especialmente quando se tratava de manter amizades de longo prazo ou de boas relações com os pais na idade adulta.

E você, o que pensa sobre bullyng? Já aconteceu com você ou na escola onde trabalha?

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